April 21, 2011

April 20, 2011
Foram a pílula e os frigoríficos que criaram os centros comerciais?

Entrevista de Maria João Freitas a Manuel Graça Dias (O homem que gosta de cidades)

(Source: clubalice.com)

April 15, 2011

April 15, 2011
“Uma Geração Que Já Vem De Longe” de Daniel Fernandes

Geração pra’qui, geração pra’li… Somos uma geração que não se interessa por política, que vê nos líderes do nosso país apenas pessoas a tirarem proveito próprio à custa do povo. Bem, eu também os vejo desta forma! O problema é que quem lidera um país reflecte o seu povo, as suas gerações e consequentes interacções.

No sábado passado saíram à rua várias gerações descontentes. Razões aparentes: desemprego e condições precárias. Ambas existem, é um facto. Mas a forma como se olha para elas é que não é igual para toda a gente. As condições precárias, recibos verdes e afins são uma maldição que assombra muitos de nós e que não nos garante uma evolução profissional minimamente razoável. O desemprego não ajuda a isso. Mas por detrás deste está uma demagogia que me parece muito mal entendida pela população… Viam-se pais, tios, os próprios filhos a dizerem que eram licenciados e estavam no desemprego! É mau, sim. Muito dinheiro investido em educação que parece caído em saco roto! E nesta mentalidade começa o problema…

“O que admira é que ninguém perceba que Portugal fabricou a sua própria miséria: por desleixo, corrupção e militante estupidez” – dizia Vasco Pulido Valente em finais de 2009 ou inícios de 2010.

Um canudo não foi nem nunca será um papel criador de empregos. Cada país possui uma sociedade em constante renovação; os reformados deixam os postos e os novos ocupam-nos. Toda a gente tem de perceber que não vão haver lugares para 500.000 médicos, 2.000.000 de enfermeiros, 3.000.000 de engenheiros e por aí fora. Os mercados saturam, e isso tem, obrigatoriamente, que ser alvo de previsões o mais acertadas possíveis. Caberia ao governo controlar as entradas de licenciados, mestrados e doutorados conforme as saídas para a reforma. Não faz sentido nenhum abrirem-se todos os anos, imaginemos, 4.000 vagas para engenheiros civis em Portugal quando apenas 1.000 se reformam todos os anos. Este é um ponto crítico que nunca foi equacionado. Gestão das vagas dos cursos superiores para impedir que esta mentalidade se espalhe.

Outro ponto é a qualidade do ensino superior. Menos vagas implicaria uma aposta na qualidade do ensino em vez da quantidade. Isto apenas poderia ter boas consequências. Infelizmente é o oposto que acontece, porque em Portugal fazer dinheiro é mais importante que educar as gerações e criar uma sociedade moderna e civilizada. Basta falar na EDP, com os lucros enormes que todos sabemos que teve, e no entanto a luz está cada vez mais cara. É inadmissível que numa sociedade, um indivíduo ou um grupo deles, explore de tal forma os outros cidadãos, seus semelhantes. Voltarei a isto mais tarde.

Dizia Maria Filoménica Mónica, num artigo do Público entitulado ‘Os mitras, os boys e os betos’ (http://jornal.publico.pt/noticia/13-03-2011/os-mitras-os-boys-e-os-betos-21542019.htm), que é mentira que “mais ensino conduza necessariamente a uma economia mais dinámica”. Não posso concordar mais, e isto vem ao encontro da saturação dos mercados por causa das aberturas excessivas de vagas anuais nos cursos superiores. A continuar esta mentalidade elitista de “todos precisam de um curso superior” para ser alguém na vida, onde iremos procurar no futuro um canalizador, um estucador, um electricista, um pintor? Vamos mandar vir do estrangeiro?… Não. Cursos profissionais. A profissionalização da classe trabalhadora é importantíssima para manter uma sociedade coerente, e apesar não contar como “tanto ensino” como um curso superior, faz tanta ou mais falta que muitos cursos que existem por aí e ninguém sabe explicar por quê…

Mas não confundámos ensino e educação. Eu considero-os coisas distintas. O ensino está no papel, nas escolas, na oficialização de capacidades. Ora, isso está a anos-luz de se traduzir numa educação superior visto esta estar imensamente dependente das capacidades sociais, artísticas, criativas, empreendedoras, etc., das pessoas. A educação informal desde sempre que tem vindo a ser completamente desprezada em Portugal por aparentemente ser uma perda de tempo, não dar frutos nenhuns e só servir para gastar dinheiro. Até ao presente dia, apenas UMA universidade de Portugal concluiu que a forma como os portugueses são educados está muito longe do caminho que deveria seguir. Essa universidade foi a Universidade do Porto. Perceberam que uma pessoa não se torna uma pessoa simplesmente por se amarrar a livros 2 vezes por ano na época dos exames. Uma parte tão ou mais importante está completamente esquecida: a educação informal para desenvolvimento de competências pessoais. Tais competências não são aprendidas numa universidade portuguesa. Os gabinetes de acção social, desporto, cultura e outros relacionados fazem um trabalho que no final do ano sirva para no seguinte receberem mais verbas. O impacto que têm é praticamente insignificante… O desleixo e a militante estupidez que Vasco Pulido Valente referia, aliado ao comodismo que todos sabemos ser um problema da nossa sociedade, têm levado a que os portugueses não se interessem, do modo como deviam, por formas de desenvolvimento de competências pessoais para além daquelas que lhes permitem tirar dinheiro no final do mês. A associação entre estas e a outras competências também não é percebida, nem parece interessar muito que não a um pequeno grupo de portugueses.

A aquisição destas competências não tem que ser feita com um canudo nem enquanto se o tira. Parece ser verdade que para alguns, o desejo de frequentar um curso superior liga um modo de interesse por coisas fora do quotidiano. Mas não deveria ser assim. Como disse anteriormente, a profissionalização tem um peso muito importante na sociedade, mas um electricista com curso profissional não pode simplesmente desligar a aprendiazagem no momento em que acaba o curso. A informação está ao dispor de todos e por todos devia ser acedida. João Nogueira dos Santos diz isso mesmo numa pequena palestra partilhada no 8º Ignite Portugal (http://www.youtube.com/watch?v=ZIZ9G5q9RZM); precisamos de nos informar do que se passa no nosso país, à nossa volta, na nossa comunidade e na nossa sociedade. Só assim poderemos compreender como é que as coisas funcionam e arranjar formas de as mudar para melhor. Só uma sociedade informada consegue entender como é que de facto uma sociedade funciona e interage. Em Portugal, a sociedade é do governo. Eles é que fazem as leis de modo a se ajudarem a eles e aos restantes. O povo português fornece a energia.

Uma sociedade funcional precisa de um conceito social bastante intrínseco que deve ser ensinado a todos desde que comecem a andar. Uma sociedade funcional existe se existir uma ‎”consciencia social e de que todos são importantes para o bem estar de todos”. Nós não a temos. Temos sim proveito de uns em função dos outros. Por que razão fogem as pessoas aos impostos? Por falta de informação, falta de conhecimento…e muita falta de confiança em quem nos lidera e aplica esse dinheiro. É um ciclo completamente vicioso! Precisamos de uma mudança de mentalidades enorme em Portugal! Quantos de nós aceitariam dar 50% do seu ordenado ao estado?! Uma ínfima minoria, arrisco dizer. E por quê? Porque não conseguimos confiar nas pessoas sem princípios que governarão tais quantias. Se essas pessoas possuíssem uma consciencia social, percebessem que todos são importantes para o bem estar de todos, e que governar um país é servir um povo e não ser servido pelo povo, talvez isto mudasse um pouco. Talvez as pessoas começassem também a perceber que quem manda somos nós e de nós partem as iniciativas. Nós é que temos que deixar querer ter um quintal enorme com 5 carros comprados com o dinheiro que conseguimos ganhar ao enganar o nosso vizinho numa pequena trafulhice aparentemente insignificante. Nós é que temos que deixar de nos queixarmos que os políticos não nos servem quando nós não servimos a sociedade. Não podemos pedir sem dar! E dar não é apenas dinheiro! É feedback! É participação! É inovar! É estar aqui para os outros! É por o nosso umbigo no nosso vizinho e tratá-lo da mesma forma como se o umbigo estivesse em nós! É pensar duas vezes antes de ter uma atitude que nos favorece a nós e prejudica todo o resto da sociedade, por muito que tal pareça impossível! É finalmente perceber que não somos a sociedade que todos pedimos enquanto não agirmos como tal!

Direi eu…

February 26, 2011
“Sempre uma obra incómoda pela sua vontade de estilo e referência  formal directa, a Casa de Chá é sintomaticamente a obra talvez mais  fotogénica de Álvaro Siza; ou seja, é a obra em que se estabelece aquela  estranha cumplicidade (que chamamos fotogenia) entre uma forma e o  formalismo da maneira de ver as formas característico da fotografia. Se  noutras obras de Siza o essencial nunca está nas imagens, aqui as  imagens fotográficas conseguem apanhar o essencial” 
Paulo Varela Gomes
Fotografia de Vicente Nequinha

“Sempre uma obra incómoda pela sua vontade de estilo e referência formal directa, a Casa de Chá é sintomaticamente a obra talvez mais fotogénica de Álvaro Siza; ou seja, é a obra em que se estabelece aquela estranha cumplicidade (que chamamos fotogenia) entre uma forma e o formalismo da maneira de ver as formas característico da fotografia. Se noutras obras de Siza o essencial nunca está nas imagens, aqui as imagens fotográficas conseguem apanhar o essencial”

Paulo Varela Gomes

Fotografia de Vicente Nequinha

February 26, 2011

February 26, 2011

February 5, 2011

Mazgani, mais um daqueles artistas portugueses que dão mais que falar lá fora do que cá dentro

February 2, 2011
Monopólio de (D/d?)euses.

Monopólio de (D/d?)euses.

December 19, 2010
El Mac, nascido em Los Angeles em 1980. Tem vindo a criar e a estudar arte de forma auto-didacta desde criança em que o  tema principal das suas obras são os rostos humanos e todas as  expressões e variações que lhes são características. Tem como fontes de inspiração, não só o meio  que se respira à volta da cultura chicano-mexicana de Phoenix e todo o  sudoeste americano, mas também artistas de arte religiosa e artistas  clássicos como Caravaggio, Mucha e Vermeer.

El Mac, nascido em Los Angeles em 1980. Tem vindo a criar e a estudar arte de forma auto-didacta desde criança em que o tema principal das suas obras são os rostos humanos e todas as expressões e variações que lhes são características. Tem como fontes de inspiração, não só o meio que se respira à volta da cultura chicano-mexicana de Phoenix e todo o sudoeste americano, mas também artistas de arte religiosa e artistas clássicos como Caravaggio, Mucha e Vermeer.



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